A Educação
Infantil possui características marcantes de vários séculos de transformações
na sociedade, desde valores sociais, institucionais e políticas. Durante os
discursos morais e políticos, alguns pesquisadores, como Montessori, Decroly, etc,
desenvolviam estudos sobre o desenvolvimento infantil, integrando as diversas
áreas humanas. Esses estudiosos abordaram assuntos mais variados, como o
desenvolvimento psicológico, social, afetivo e psicomotor das crianças, abriram
instituições de ensino e desenvolveram diversas técnicas para a alfabetização
dos jovens.
Ao longo do
tempo em que as políticas públicas e educadores debatiam as melhores condições
para a Educação Infantil, surgiram diversas convergências e divergências,
sanadas posteriormente por legislação, como as leis nº 11.274/2006, e nº
11.700/2008 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que asseguram condições
mínimas para a educação, tanto na questão de horas, séries, poderes e deveres
na gestão escolar. As metodologias praticadas na educação de jovens, atualmente
refletem em melhorias contínuas, e principalmente na elaboração de políticas
institucionais que adéquam sociais comunidades do entorno das escolas e mais
participação das famílias.
Este trabalho visa à pesquisa histórica da Educação Infantil, seus genitores e transformadores, as políticas públicas praticadas. Não menos importante, o trabalho aborda as brincadeiras e jogos no universo infantil, que se modificam conforme a época, mas muitas ainda resistem e fazem do ambiente escolar um espaço lúdico, de convivência integrada entres os aspectos principais para o desenvolvimento da criança.
Este trabalho visa à pesquisa histórica da Educação Infantil, seus genitores e transformadores, as políticas públicas praticadas. Não menos importante, o trabalho aborda as brincadeiras e jogos no universo infantil, que se modificam conforme a época, mas muitas ainda resistem e fazem do ambiente escolar um espaço lúdico, de convivência integrada entres os aspectos principais para o desenvolvimento da criança.
TABELA
CRONOLÓGICA: A EDUCAÇÃO INFANTIL NA EUROPA NO SÉCULO XX
EDUCAÇÃO INFANTIL NA EUROPA: SÉCULO
XX
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PESQUISADORES
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CONTRIBUIÇÃO
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Ovídio Decroly (1871-1932)
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Sistematização de atividades para crianças pequenas com uso de
materiais especialmente confeccionados. Defendia o desenvolvimento do
intelecto da criança e o desenvolvimento integral.
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Maria
Montessori
(1879-1952)
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Sistematização de atividades para crianças pequenas com uso de
materiais especialmente confeccionados. Via com interesse uma educação que
ocupasse com o desenvolvimento da espiritualidade ressaltando o aspecto
biológico para a confecção de materiais para as faixas etárias.
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Devido à primeira guerra mundial, os médicos e sanitaristas estiveram
mais presentes nas instituições fora das famílias. Pela precariedade da saúde
durante a guerra, foram instituídas as instituições de saúde, visando à
diminuição da mortalidade infantil.
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PESQUISADORES
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CONTRIBUIÇÃO
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Vygotsky
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Atestava que a crianças é introduzida na cultura por parceiros mais
experientes.
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Wallon
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Destacava o valor da afetividade na diferenciação que cada criança
aprende a fazer entre si mesma e os outros. O comportamento infantil deveria
ser interpretado, e não meramente observado.
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Piaget
(1896-1980) |
Avança nos estudos sobre o desenvolvimento cognitivo, demonstrando que
o desenvolvimento é resultado de dois fatores, o externo e o interno.
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Celestin Freinet
(1896-1966)
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Para ele, a educação que a escola dava as crianças deveria extrapolar
os limites da sala de aula e integrar-se às experiências por elas vividas em
seu meio social.
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No século XX o Movimento das Escolas Novas representou o início ao
respeito à fase infantil do indivíduo, pensando no aspecto infantil sem a
necessidade de preparação para a fase adulta.
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PESQUISADORES |
CONTRIBUIÇÃO
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Emília
Ferreiro
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Destaca-se por sua importante contribuição à educação, por ter
desenvolvido uma concepção diferente dentro do processo de alfabetização,
enfatizando a escrita e a leitura.
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No século XX os antropólogos e
sociólogos discutiam as privações culturais, organização do trabalho e
educação infantil. No mesmo período ocorreu à profissionalização doméstica,
tendo como a mãe uma profissional do lar, enquanto algumas trabalhavam nas
fábricas, outras tomavam conta das crianças.
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Tabela 1
1896- Criação do jardim de infância da escola normal Caetano de Campos
em São Paulo.
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Em 1971, a nova legislação sobre o ensino
(Lei 5692), dispôs o seguinte: Os sistemas velarão para que as crianças de idade inferior a 7 anos recebam educação em escolas maternais, jardins de infância ou instituições equivalentes. |
1899 - Fundações do Instituto de Proteção e Assistência a Infância, em
1919, a Fundação do Departamento da Criança, de iniciativa governamental
devido a preocupação com a saúde púbica
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Entre 1970 e 1980 foram implantados e debatidos diversos métodos
educacionais, inclusive o problema da privação cultural.
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1908 - Investimento em novas escolas infantis, de ensino primário.
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Nas décadas de 80 e 90, em consequência do debate a respeito da
importância de fornecer a todas as crianças estímulos cognitiva, começaram a
ser apresentados programas de educação pela televisão, como o Rá-Tim-Bum.
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1988 -Constituição Federal – Aborda a cidadania, organização social,
distribuição de responsabilidades do setor público, educação, saúde e
segurança no âmbito nacional, bem como direitos e deveres do cidadão.
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A partir de 1990, houve investimentos nas áreas educacionais na
pré-escola, ensino fundamental e médio.
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Em 1996, s estabeleceu a Nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação
(9394/96), ampliando os conceitos da educação e a sua aplicação devida a
todos.
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2000 – SENSO: Os censos populacionais constituem a única fonte de
informação sobre a situação de vida da população nos municípios e
localidades. As realidades locais, rurais ou urbanas, dependem dos censos
para serem conhecidas e atualizadas. Os censos produzem informações
imprescindíveis para a definição de políticas públicas estaduais e municipais
e para a tomada de decisões de investimento, sejam eles provenientes da
iniciativa privada ou de qualquer nível de governo.
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2006 - Lei nº 11.274/2006 - Ens. Fund. 9 anos: amplia o Ensino
Fundamental para nove anos de duração, com a matrícula de crianças de seis
anos de idade e estabelece prazo de implantação, pelos sistemas, até 2010
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2008 - Lei nº 11.700/2008 e outras providências: para assegurar vaga na escola pública de educação infantil ou de
ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir dos
4 (quatro) anos de idade.
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Em 2009, ocorreu a aprovação da nova diretriz curricular nacional para
a educação infantil (Parecer, CNE/CEB n° 20/09 e resolução CNE/CEB n° 05/09),
com proposta de promover o desenvolvimento infantil de maneira integral.
Crianças de 0 a 5 anos.
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2011 – NOVO PNE: é composto por 12 artigos e um anexo com 20 metas
para a Educação.
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2013 - Lei 12.796/2013 -
Obrigatoriedade da educação Básica de 4 a 17 anos: dispõe sobre a
educação básica, carga horária, avaliação, intervenção do Ministério da
Educação, habilitação de profissionais educadores.
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TABELA
CRONOLÓGICA EDUCAÇÃO
INFANTIL NO BRASIL··.
EDUCAÇÃO INFANTIL NO BRASIL
|
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SÉCULO XIX - PRINCIPAIS AGENTES DO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL |
SÉCULO XX - PRINCIPAIS AGENTES DO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL
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Meados do século XIX não existiam instituições no Brasil, como creches
e parques infantis.
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Século XX - intensificação da industrialização e centralização nos
centros urbanos.
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O período da abolição da escravatura e proclamação da República
contribuiu para o desenvolvimento cultural e tecnológico.
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Trabalho feminino nas indústrias, separação dos filhos pequenos e
agrave em problemas sociais.
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Iniciativas de proteção à infância, devido ao combate a mortalidade
infantil. Criação de asilos e internatos destinados às crianças pobres.
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Empresários investiram em creches para os filhos das empregadas,
iniciando um vinculo com benefícios para ambos. Mas sem conotação educativa
para as crianças.
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Final do século XIX, a elite da sociedade assimilou os preceitos
educacionais do Movimento das Escolas Novas, pela influencia europeia e
americana.
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Década de 20 e 30 reivindicações por melhorias de trabalho e condições
educacionais para os filhos.
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Em 1862, Emília Erichsen criava o primeiro jardim de infância, em
Castro, Paraná.
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Em 1923 a primeira regulamentação sobre o trabalho da mulher, prevendo
instalações de creches próximas ao ambiente de trabalho.
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Em 1875 no Rio de Janeiro e 1877 em São Paulo, foram criados os
jardins de infância, pelas entidades privadas para os afortunados.
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Em 1932 surgiu o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, defendendo
um amplo leque na educação.
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Rui Barbosa, em 1882 apresentou o projeto de reforma da instrução no
país.
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Entre 1930 e 1945, durante a era Vargas, foi resguardado os direitos
dos trabalhadores pela criação da CLT (1943).
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Em 1885 no Rio de Janeiro ocorreu a Exposição Pedagógica, que foi
interpretada pelas elites como prejudiciais, pela ideia de separar os filhos
das mães muito cedo.
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Em 1961 foi aprovada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
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1889 - Proclamação da Republica |
Década de 60, instalação de o governo militar, modificando todo o
sistema educacional e social.
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PROCESSO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INFANTIL NA EUROPA E
NO BRASIL
Durante o século
XX, a Educação Infantil ainda estava em desenvolvimento, através de
pesquisadores como Ovídio Decroly e Maria Montessori. A conotação da Educação
Infantil era a saúde e a higienização da população, em meio a pouca tecnologia
e legislação pertinente. A sistematização de atividades para crianças pequenas
estavam enquadradas na utilização de brinquedos específicos, tanto para
desenvolvimento da criança quanto para aspectos sociais, tais como brincadeiras
e jogos.
Outros pesquisadores desenvolviam teorias, que envolviam a psicologia infantil e as questões sociais. Nesse período, não houve avanços na educação, até porque os alfabetizados e letrados eram os mais afortunados. Creches, jardins de infância e escolas mais avançadas foram o centro das atenções numa discussão sem aprimoramento social. Isso atrasou a evolução das leis, dos métodos educacionais e até mesmo o desenvolvimento da sociedade, em geral. Por mais que não existia a tecnologia dos tempos atuais, existia a elaboração de brinquedos pedagógicos e conteúdos, faltando à organização social, como espaços físicos, aplicação de métodos adequados e principalmente o olhar mais crítico e conceitual da Educação Infantil. As crianças não eram vistas como indivíduos em fase de crescimento, mas sim como indivíduos que devem ser preparados para serem adultos, negando a infância.
Os antropólogos e sociólogos contribuíram nesse debate, demonstrando a importância de como, para quem e quando ensinar. Essas contribuições permanecem até hoje, discutindo se são válidas as metodologias dos educares no século XXI, pois estamos na era da tecnologia, trazendo as dúvidas sobre os paradigmas anteriores e os atuais.
No Brasil, que se formou por um processo de colonização, também existiu o processo de adequação das escolas, que por sua vez, só teve início a partir da abolição da escravatura e da proclamação da república. Nessa época ainda se tinha uma visão de desigualdade entres os colonizados, pois muitos escravos livres não possuíam educação formal. Por esse motivo, tiveram que disponibilizar alguma educação, mesmo não sendo formal. O desenvolvimento da educação até a industrialização foi lenta e com muitas dúvidas, do qual estremeceu as bases da elite, necessitando de uma população mais técnica, mais sábia e com direitos ao desenvolvimento social. O Movimento das Escolas Novas partiu da influência europeia e americana, porém, mesmo tendo essa evolução, a criança carecia de educação, pois a sociedade brasileira permaneceu com o estereótipo de que a criança deve ser somente cuidada, e não educada.
No século XXI, encontramos vestígios de metodologias ultrapassadas e falta de investimento no setor educacional. Temos a Lei de Bases da Educação, mas a sua aplicação em todo o território brasileiro é desigual, carecendo de melhorias em infraestrutura e capacitação profissional. As crianças já são consideradas indivíduos em processo de crescimento, possuindo fases, sendo uma delas a infância, que conta com brincadeiras, cuidados, jogos, proteção por lei e direitos para o desenvolvimento integral. Cabe a observação da história da educação e a sua interpretação para desenvolver e estimular o setor educacional da nossa sociedade, quebrando os velhos paradigmas para a melhoria contínua da Educação Infantil.
Outros pesquisadores desenvolviam teorias, que envolviam a psicologia infantil e as questões sociais. Nesse período, não houve avanços na educação, até porque os alfabetizados e letrados eram os mais afortunados. Creches, jardins de infância e escolas mais avançadas foram o centro das atenções numa discussão sem aprimoramento social. Isso atrasou a evolução das leis, dos métodos educacionais e até mesmo o desenvolvimento da sociedade, em geral. Por mais que não existia a tecnologia dos tempos atuais, existia a elaboração de brinquedos pedagógicos e conteúdos, faltando à organização social, como espaços físicos, aplicação de métodos adequados e principalmente o olhar mais crítico e conceitual da Educação Infantil. As crianças não eram vistas como indivíduos em fase de crescimento, mas sim como indivíduos que devem ser preparados para serem adultos, negando a infância.
Os antropólogos e sociólogos contribuíram nesse debate, demonstrando a importância de como, para quem e quando ensinar. Essas contribuições permanecem até hoje, discutindo se são válidas as metodologias dos educares no século XXI, pois estamos na era da tecnologia, trazendo as dúvidas sobre os paradigmas anteriores e os atuais.
No Brasil, que se formou por um processo de colonização, também existiu o processo de adequação das escolas, que por sua vez, só teve início a partir da abolição da escravatura e da proclamação da república. Nessa época ainda se tinha uma visão de desigualdade entres os colonizados, pois muitos escravos livres não possuíam educação formal. Por esse motivo, tiveram que disponibilizar alguma educação, mesmo não sendo formal. O desenvolvimento da educação até a industrialização foi lenta e com muitas dúvidas, do qual estremeceu as bases da elite, necessitando de uma população mais técnica, mais sábia e com direitos ao desenvolvimento social. O Movimento das Escolas Novas partiu da influência europeia e americana, porém, mesmo tendo essa evolução, a criança carecia de educação, pois a sociedade brasileira permaneceu com o estereótipo de que a criança deve ser somente cuidada, e não educada.
No século XXI, encontramos vestígios de metodologias ultrapassadas e falta de investimento no setor educacional. Temos a Lei de Bases da Educação, mas a sua aplicação em todo o território brasileiro é desigual, carecendo de melhorias em infraestrutura e capacitação profissional. As crianças já são consideradas indivíduos em processo de crescimento, possuindo fases, sendo uma delas a infância, que conta com brincadeiras, cuidados, jogos, proteção por lei e direitos para o desenvolvimento integral. Cabe a observação da história da educação e a sua interpretação para desenvolver e estimular o setor educacional da nossa sociedade, quebrando os velhos paradigmas para a melhoria contínua da Educação Infantil.
A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO
INFANTIL
Inúmeros estudiosos
consideram a ação lúdica como metacomunicação: a possibilidade da criança
compreender o pensamento do outro. No jogo simbólico, ao substituir o pedaço de
madeira utilizado como telefone, ao efetuar um raciocínio analógico, o brincar
implica uma relação cognitiva e representa potencialidade para interferir no
desenvolvimento infantil. A idade pré-escolar é considerada a fase áurea da
vida, em termos de psicologia evolutiva, pois é nesse período que o organismo
estruturalmente capacitado para o exercício de atividades psicológicas como,
por exemplo, o uso da linguagem articulada.
Brincar implica troca com o outro, trata-se de uma aprendizagem social. Nesse sentido, a presença do professor é fundamental, pois será ele quem vai mediar às relações, favorecer as trocas e parcerias, promover a integração. Planejar e organizar ambientes instigantes para que as brincadeiras aconteçam. Por meio do brincar é que a criança vai significar real, tornar-se sujeito e participe.
Brincar implica troca com o outro, trata-se de uma aprendizagem social. Nesse sentido, a presença do professor é fundamental, pois será ele quem vai mediar às relações, favorecer as trocas e parcerias, promover a integração. Planejar e organizar ambientes instigantes para que as brincadeiras aconteçam. Por meio do brincar é que a criança vai significar real, tornar-se sujeito e participe.

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