A prática pedagógica na Educação Infantil torna-se um grande
e importante desafio. Talvez uma das alternativas para atender de forma
criativa, e levar o pequeno aluno ao desenvolvimento de sua identidade e
autonomia, seja a construção por meio da ação coletiva, atendo-se à necessidade
de uma atitude pedagógica em buscar e construir, em termos da complementaridade
dos saberes e das ciências em face das mudanças que ocorrem tão rapidamente na
sociedade e que são merecedoras de novos olhares.
A prática pedagógica
passa a ter um significado diferente, ou um novo sentido, quando é objeto de
reflexão. A intervenção do professor pesquisador passa a ser um diferencial na
condução do processo educacional, uma vez que pode ser uma maneira de tornar a
ação escolar mais dinâmica e o ensino-aprendizagem, um processo que faz
sentido, tanto para o professor quanto para o aluno, pois o ensino só terá
verdadeiramente sentido se houver significativa aprendizagem.
Portanto, esse texto é fruto de pesquisa bibliográfica e de
reflexão crítica a cerca da própria prática pedagógica na escola de Educação
Infantil. Sabemos que a criança cresce em conhecimento por meio de trocas,
portanto, o professor só tem a ganhar quando se prontifica, a buscar novos
saberes em processo coletivo de investigação ação.
É preciso discutir sobre onde queremos chegar? O que querermos
construir? Para onde vamos andar? Quem vai educar e para quê? A educação da
criança pequena nesse novo contexto Diante da crescente complexidade do mundo
atual, cada vez mais a prática pedagógica precisa se constituir a partir da
reflexão, visto que “... à medida que o professor reflete sobre sua ação, sobre
sua prática, sua compreensão se amplia, ocorrendo análises críticas
reestruturação e incorporação de novos conhecimentos, que poderão restaurar o
significado e a escolha de ações posteriores” (Geraldi, et. all. 1998, p. 256).
Muitos estudos vêm sendo realizados ao longo dos tempos e
argumentados pela ciência e pensadores da educação ao investigarem o processo
de desenvolvimento da criança e perceberem que a inteligência se forma a partir
do nascimento e se estende ao longo da infância. Nesse sentido, quanto mais
estímulo e experiências as crianças receberem, maiores serão suas conquistas e
capacidades de desenvolver-se integralmente e tornarem-se cidadãos críticos e
atuantes na sociedade, desmistificando a visão de “criança objeto” ou “adulto
em miniatura”, percebendo-a enquanto sujeito de direitos.
ROSMANN, Márcia Adriana1
Campus Sertão; marcia.rosmann@sertao.ifrs.edu.br


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