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domingo, 1 de maio de 2016

Culturas infantis e diversidade

Perceber a criança pequena como produtora de cultura em uma sociedade diversa, tal como as influências da cultura na sua formação pessoal.

A criança nem sempre foi concebida como vemos nos dias atuais. Durante nossa história houve diferentes acontecimentos que permitiram as crianças conquistarem seus direitos e respeito como sujeito.
Inicialmente em nosso país o índice de mortalidade era muito grande e a criança não ocupava um lugar privilegiado nas constituições familiares. Em nosso processo industrial as crianças trabalhavam em situações de risco.
Diante de muitas lutas da população, em especial nas reivindicações das mulheres, iniciaram a construção de creches sendo que as vagas eram de direitos das mães trabalhadoras. A Educação Infantil era em sua maioria oferecida por instituições assistencialistas ou relacionadas à saúde, dando esse caráter a essa etapa da educação.
Somente a partir da Lei de Diretrizes e Bases de 1996 a Educação Infantil (incluindo as creches) foi considerada a primeira etapa da Educação Básica, sendo um direito da criança e obrigatoriedade dos municípios.
Mesmo perante a esse reconhecimento a Educação Infantil oferecida nas creches ficou com as marcas desse assistencialismo, enfocando apenas o cuidar. Nas instituições era comum que a qualidade do trabalho não tivesse um enfoque no educar, sendo organizado o trabalho para apenas entreter as crianças enquanto estivessem na escola.
A Educação Infantil assim como as outras modalidades de nosso ensino, sofreu fortes influências da pedagogia tradicional, portanto também concebiam a criança como um sujeito passivo (tábua rasa).
A criança é considerada como o não-adulto e este olhar adulto cêntrico sobre a infância registra especialmente a ausência, a incompletude ou a negação das características de um ser humano "completo". A infância como a idade do não está inscrita desde o étimo da palavra latina que designa esta geração: ïn-fans- o que não fala. (p. 33, grifo do autor).
Sarmento (2007) nos diz que:
Diante dos documentos oficiais que norteiam a Educação Infantil e das pesquisas realizadas nesse campo a criança não é mais concebida apenas como um sujeito que é influenciado pelo meio e que necessita ser “preenchido”, mas sim como um sujeito ativo, de direitos e capaz.

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