A educação da criança pequena nesse novo contexto
Diante da crescente complexidade do mundo atual, cada vez mais a prática pedagógica
precisa se constituir a partir da reflexão, visto que “... à medida que o professor reflete sobre sua
ação, sobre sua prática, sua compreensão se amplia, ocorrendo análises críticas reestruturação e
incorporação de novos conhecimentos, que poderão restaurar o significado e a escolha de ações
posteriores” (Geraldi, et. all. 1998, p. 256).
Muitos estudos vêm sendo realizados ao longo dos tempos e argumentados pela ciência
e pensadores da educação ao investigarem o processo de desenvolvimento da criança e
perceberem que a inteligência se forma a partir do nascimento e se estende ao longo da infância.
Nesse sentido, quanto mais estímulo e experiências as crianças receberem, maiores serão suas
conquistas e capacidades de desenvolver-se integralmente e tornarem-se cidadãos críticos e
atuantes na sociedade, desmistificando a visão de “criança objeto” ou “adulto em miniatura”.
1 Licenciada em Pedagogia pela Universidade de Cruz Alta – UNICRUZ; Mestre em Educação pela
Universidade de Passo Fundo – UPF; Pedagoga Supervisão Escolar no IFRS – Campus Sertão;
marcia.rosmann@sertao.ifrs.edu.br
segunda-feira, 16 de maio de 2016
domingo, 15 de maio de 2016
CRIANÇAS DE 0 A 5 ANOS
Infância
Atualmente o Governo Federal está
investindo muito mais na Educação Infantil. Pode-se perceber o quanto este
nível de ensino é importante para que as crianças possam ter um melhor
desenvolvimento, cognitivo, afetivo, social e cultural.
Sabe-se que a Educação Infantil
não surgiu com este objetivo. O crescimento de mulheres no mercado de trabalho
contribuiu para que se buscasse um espaço onde pudesse deixar seus filhos para
que elas pudessem trabalhar.
Pode-se dizer que um fator
importante para o surgimento das creches foi esta inserção das mulheres no
mercado de trabalho. Uma vez que os cuidados com a higiene das crianças
pequenas não ocorriam de forma satisfatória, acarretando em um número grande de
mortes. Com isto foi necessário que fossem criadas instituições para auxiliar
as famílias nos cuidados dos seus filhos.
Mas atualmente, a Educação
Infantil atendendo as determinações da LDB passou a ser vista como a primeira
etapa da educação básica, reconhecendo assim o importante papel social da
criança, já que a mesma é um sujeito social e histórico.
Anterior a essa Lei a Educação
Infantil era atendida a partir de noções assistencialistas e compensatórias,
pois as crianças que frequentavam as creches e pré- escolas, em sua maioria,
eram das classes desfavorecidas, cujos pais trabalhadores precisavam de um
espaço para deixar seus filhos. Enquanto realizavam sua jornada de trabalho, e
não havia a preocupação em relação à educação dessas crianças, o atendimento
consistia em proporcionar os cuidados com a alimentação e com os cuidados
básicos de higienização.
Nesse sentido, as escolas
precisam repensar como as crianças estão sendo vistas dentro desta instituição,
porque, além da assistência, dos cuidados a criança necessita de atividades
lúdicas para expressar suas emoções e sentimentos, já que as brincadeiras
favorecem a descoberta e contribuem para que se desperte a curiosidade nas
crianças em observar e explorar, os espaços e brinquedos da escola.
A Educação Infantil tem como finalidade o
desenvolvimento da criança até seus cinco anos de idade. Sendo assim, quando a
criança que frequenta a creche e pré-escola é vista equivocadamente como um ser
carente, frágil e passiva, sua singularidade e individualidade não estão sendo
respeitadas nem pelos profissionais que atuam na área, nem pela sociedade. Dai
a importância do profissional que atua na Educação Infantil ter uma boa
formação, para que possa oferecer um ensino de qualidade que colabore com o
desenvolvimento da criança.
Sendo assim, vale destacar que
por muito tempo os critérios utilizados para contratar estes profissionais
muitas vezes foram: que gostem e saibam cuidar de crianças. A maioria não tinha
o curso superior, tendo uma formação no magistério (Curso Normal). Neste período, o docente que atuava na Educação
Infantil, além de não ter uma formação adequada, sua remuneração era baixa e
tinha que trabalhar em condições precárias.
Atualmente percebemos uma maior preocupação em
relação a isto, os municípios já estão investindo na construção e reformas de
Creches e Pré-escolas. Deste modo, a LDB 9.394/96 garante que a Educação
Infantil é a primeira etapa da educação básica: Infância Atualmente o Governo
Federal está investindo muito mais na Educação Infantil.
Pode-se perceber o quanto este
nível de ensino é importante para que as crianças possam ter um melhor
desenvolvimento, cognitivo, afetivo, social e cultural. Sabe-se que a Educação
Infantil não surgiu com este objetivo.
O crescimento de mulheres no mercado de
trabalho contribuiu para que se buscasse um espaço onde pudesse deixar seus
filhos para que elas pudessem trabalhar. Pode-se dizer que um fator importante
para o surgimento das creches foi esta inserção das mulheres no mercado de
trabalho. Uma vez que os cuidados com a higiene das crianças pequenas não
ocorriam de forma satisfatória, acarretando em um número grande de mortes.
Com isto foi necessário que
fossem criadas instituições para auxiliar as famílias nos cuidados dos seus
filhos. Mas atualmente, a Educação Infantil atendendo as determinações da LDB
passou a ser vista como a primeira etapa da educação básica, reconhecendo assim
o importante papel social da criança, já que a mesma é um sujeito social e histórico.
Bibliografia
BRASIL. Ministério da Educação. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/ SEF, 1998, v. 1. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Lei de diretrizes e bases da educação nacional: LDB: Lei 9.394/1996. Brasília: CNE, 2008. Disponível em:
sábado, 14 de maio de 2016
Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)
A educação envolve processos que vão além da escola, é importante
destacar que nela estão listadas principalmente as obrigações do Estado em
relação à educação escolar (ensino). Esta, segundo a LDB, está dividida em dois
grandes níveis, educação básica e educação superior.
A educação básica é composta de três etapas:
Educação infantil – atende crianças até 5 anos em creches (0
a 3 anos) e pré-escolas (4 a 5 anos). Seu objetivo é promover o desenvolvimento
integral, “em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando
a ação da família e da comunidade” (art. 29 da LDB). A educação infantil é
duplamente protegida pela Constituição Federal de 1988: tanto é direito das
crianças como é direito dos(as) trabalhadores(as) urbanos(as) e rurais em
relação a seus filhos e dependentes. Ou seja, a educação infantil é um exemplo
vivo da indivisibilidade e interdependência que caracterizam os direitos
humanos, pois reúne em um mesmo conceito vários direitos: ao desenvolvimento, à
educação, ao cuidado, à saúde e ao trabalho. (CF, art. 7°, XXV, e art. 208,
IV). Seu reconhecimento na Constituição de 1988 é expressão do dever de toda a
sociedade, representada pelo Estado, com o cuidado das crianças pequenas, e sua
implementação representa o enfrentamento das desigualdades de gênero, entre
homens e mulheres, pais e mães.
Ensino fundamental – com duração mínima de nove anos, também conhecida como “educação primária”, é a etapa que objetiva o “desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamentam a sociedade; o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social” (art. 32, LDB). É a primeira etapa educacional a ser reconhecida como direito humano universal. Até a emenda constitucional 59, de 2009, também era a única etapa obrigatória.
Ensino médio – é a etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos. A Constituição prevê que deve ser progressivamente universalizado, de modo a atender a todas as pessoas que terminam o ensino fundamental, inclusive os jovens e adultos que não tiveram oportunidade de cursá-lo. Pode ser oferecido de forma integrada à educação profissional.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Os Estágios Cognitivos Segundo Piaget.
Piaget, quando descreve a aprendizagem,
tem um enfoque diferente do que normalmente se atribui a esta palavra. Piaget
separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras: aprendizagem e
desenvolvimento. Para Piaget, segundo MACEDO (1994), a aprendizagem refere-se à
aquisição de uma resposta particular, aprendida em função da experiência,
obtida de forma sistemática ou não. Enquanto que o desenvolvimento seria uma
aprendizagem de fato, sendo este o responsável pela formação dos conhecimentos.
Piaget, quando postula sua teoria sobre
o desenvolvimento da criança, descreve-a, basicamente, em quatro estados, que
ele próprio chama de fases de transição (PIAGET, 1975). Essas quatro fases são:
- Sensório-motor (0 – 2 anos);
- Pré-operatório ( 2 – 7,8 anos);
- Operatório-concreto ( 8 – 11 anos);
- Operatório-formal (8 – 14 anos);
- É egocêntrica, centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro.
- Não aceita a ideia do acaso e tudo deve ter uma explicação (é fase dos "por quês").
- Já pode agir por simulação, "como se".
- Possui percepção global sem discriminar detalhes.
- Deixa se levar pela aparência sem relacionar fatos.
Neste estágio, a partir de reflexos
neurológicos básicos, o bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar
mentalmente o meio (LOPES, 1996). Também são marcados pela construção prática
das noções de objeto, espaço, causalidade e tempo (MACEDO, 1991). Segundo
LOPES, as noções de espaço e tempo são construídas pela ação, configurando
assim, uma inteligência essencialmente prática.
Conforme MACEDO (1991, p. 124) é assim
que os esquemas vão "pouco a pouco, diferenciando-se e integrando-se, no
mesmo tempo em que o sujeito vai se separando dos objetos podendo, por isso
mesmo, interagir com eles de forma mais complexa." Nitzke et alli (1997b)
diz-se que o contato com o meio é direto e imediato, sem representação ou
pensamento.
Exemplos:
O bebê pega o que está em sua mão;
"mama" o que é posto em sua boca; "vê" o que está diante de
si. Aprimorando esses esquemas, é capaz de ver um objeto, pegá-lo e levá-lo a
boca.
É nesta fase que surge na criança, a
capacidade de substituir um objeto ou acontecimento por uma representação
(PIAGET e INHELDER, 1982), e esta substituição é possível, conforme PIAGET,
graças à função simbólica. Assim este estágio é também muito conhecido como o
estágio da Inteligência Simbólica.
Contudo, MACEDO (1991) lembra que a
atividade sensório-motor não está esquecida ou abandonada, mas refinada e mais
sofisticada, pois se verifica que ocorre uma crescente melhoria na sua
aprendizagem, permitindo que a mesma explore melhor o ambiente, fazendo uso de
mais e mais sofisticados movimentos e percepções intuitivas.
A criança deste estágio:
Exemplos:
Mostram-se para a criança, duas
bolinhas de massa iguais e dá-se a uma delas a forma de salsicha. A criança
nega que a quantidade de massa continue igual, pois as formas são diferentes.
Não relaciona as situações.
Conforme Nitzke et alli (1997b), neste
estágio a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem,
casualidade, ..., sendo então capaz de relacionar diferentes aspectos e
abstrair dados da realidade. Apesar de não se limitar mais a uma representação imediata,
depende do mundo concreto para abstrair.
Um importante conceito desta fase é o
desenvolvimento da reversibilidade, ou seja, a capacidade da representação de
uma ação no sentido inverso de uma anterior, anulando a transformação
observada.
Exemplos:
Despeja-se a água de dois copos em
outros, de formatos diferentes, para que a criança diga se as quantidades
continuam iguais. A resposta é afirmativa uma vez que a criança já diferencia
aspectos e é capaz de "refazer" a ação.
Segundo WADSWORTH (1996) é neste
momento que as estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado
de desenvolvimento. A representação agora permite à criança uma abstração
total, não se limitando mais à representação imediata e nem às relações previamente
existentes. Agora a criança é capaz de pensar logicamente, formular hipóteses e
buscar soluções, sem depender mais só da observação da realidade.
Em outras palavras, as estruturas
cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e
tornam-se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas.
Exemplos:
Se lhe pedem para analisar um provérbio
como "de grão em grão, a galinha enche o papo", a criança trabalha
com a lógica da ideia (metáfora) e não com a imagem de uma galinha comendo
grãos.
revistaescola.abril.com.br/formacao/jean-piaget-428139.shtml
1.
Reportagem sobre a
colaboração da teoria de Jean Piaget para a Educação.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Desafio da educação de crianças de zero a cinco anos na sociedade do conhecimento
A prática pedagógica na Educação Infantil torna-se um grande
e importante desafio. Talvez uma das alternativas para atender de forma
criativa, e levar o pequeno aluno ao desenvolvimento de sua identidade e
autonomia, seja a construção por meio da ação coletiva, atendo-se à necessidade
de uma atitude pedagógica em buscar e construir, em termos da complementaridade
dos saberes e das ciências em face das mudanças que ocorrem tão rapidamente na
sociedade e que são merecedoras de novos olhares.
A prática pedagógica
passa a ter um significado diferente, ou um novo sentido, quando é objeto de
reflexão. A intervenção do professor pesquisador passa a ser um diferencial na
condução do processo educacional, uma vez que pode ser uma maneira de tornar a
ação escolar mais dinâmica e o ensino-aprendizagem, um processo que faz
sentido, tanto para o professor quanto para o aluno, pois o ensino só terá
verdadeiramente sentido se houver significativa aprendizagem.
Portanto, esse texto é fruto de pesquisa bibliográfica e de
reflexão crítica a cerca da própria prática pedagógica na escola de Educação
Infantil. Sabemos que a criança cresce em conhecimento por meio de trocas,
portanto, o professor só tem a ganhar quando se prontifica, a buscar novos
saberes em processo coletivo de investigação ação.
É preciso discutir sobre onde queremos chegar? O que querermos
construir? Para onde vamos andar? Quem vai educar e para quê? A educação da
criança pequena nesse novo contexto Diante da crescente complexidade do mundo
atual, cada vez mais a prática pedagógica precisa se constituir a partir da
reflexão, visto que “... à medida que o professor reflete sobre sua ação, sobre
sua prática, sua compreensão se amplia, ocorrendo análises críticas
reestruturação e incorporação de novos conhecimentos, que poderão restaurar o
significado e a escolha de ações posteriores” (Geraldi, et. all. 1998, p. 256).
Muitos estudos vêm sendo realizados ao longo dos tempos e
argumentados pela ciência e pensadores da educação ao investigarem o processo
de desenvolvimento da criança e perceberem que a inteligência se forma a partir
do nascimento e se estende ao longo da infância. Nesse sentido, quanto mais
estímulo e experiências as crianças receberem, maiores serão suas conquistas e
capacidades de desenvolver-se integralmente e tornarem-se cidadãos críticos e
atuantes na sociedade, desmistificando a visão de “criança objeto” ou “adulto
em miniatura”, percebendo-a enquanto sujeito de direitos.
ROSMANN, Márcia Adriana1
Campus Sertão; marcia.rosmann@sertao.ifrs.edu.br
terça-feira, 10 de maio de 2016
Objetivos Lúdicos de Aprendizagem
A Turma COC é um grupo de personagens ligados ao Universo da Educação
Infantil do Sistema COC de Ensino. Cada personagem está ligado a um ou mais
conteúdos pedagógicos trabalhados nos materiais didáticos. Os materiais são
estruturados contemplando as Linguagens de Expressão da criança e as áreas do
conhecimento, de acordo com os Referenciais Curriculares Nacionais para a
Educação Infantil (RCNEI).
Com a utilização da Turma COC nos materiais didáticos impressos e/ou no
Portal da Turma COC (com inúmeros jogos educativos grátis e atividades
vinculadas aos materiais, estas restritas aos Alunos das Escolas Parceiras
COC), em casa ou na Escola, as crianças sentem maior prazer em estudar, em
participar das atividades desenvolvidas em classe, e mostram-se motivadas a
acessar conteúdos on-line, como Jogos Educativos, Atividades Lúdicas Digitais
entre outros, dando continuidade, em casa, ao aprendizado iniciado na escola.
No portal, as crianças têm acesso a atividades relacionadas às datas
comemorativas do calendário educacional, como Carnaval, Dia das Crianças, Festa
Junina e Independência do Brasil, e a eventos esportivos; além disso, aprendem
sobre vários assuntos relacionados aos temas dos Anos Internacionais/ONU e
muito mais.
O portal é gratuito em sua maior parte, aberto ao público em geral e
indicado para pais, alunos e professores da Educação Infantil.
Dessa forma, a Turma COC está presente no dia a dia do aluno em todas as
Escolas Parceiras de Educação Infantil do Sistema COC de Ensino.
Os Objetos Lúdicos de Aprendizagem são atividades do Material Didático
Impresso adaptadas aos computadores e dispositivos portáteis, permitindo a
exploração de recursos proporcionados pelo meio digital.
Os Objetos Lúdicos de Aprendizagem (Material Didático Digital) alcançam
três momentos: o professor utiliza em sala de aula, os pais encontram
orientações para a utilização com as crianças e as crianças começam a
desenvolver sua autonomia digital.
Divirta-se com a Turma COC, torne-se parceiro do Sistema COC de Ensino e
coloque seus filhos e alunos para aprender de verdade!
Jogos Educativos
Conteúdo Pedagógicos
Material Didático Digital
http://www.turmacoc.com.br/paginas/educacao-infantil/
segunda-feira, 9 de maio de 2016
O desenvolvimento do bebê mês a mês
Em nenhum outro
período da vida o ser humano faz tantas conquistas motoras, mentais e sociais
quanto nos primeiros anos. São revoluções que encantam os pais.
Os pais ficam loucos por novidades, mas não adianta apressar os passos
dos bebês. Cada nova habilidade é o aperfeiçoamento de uma anterior ou a
combinação de outras já aprendidas. Segue uma sequencia predeterminada porque
quem comanda esse espetáculo é o cérebro, e seu amadurecimento se dá em etapas.
Leva a criança a firmar a musculatura dos olhos, depois a sustentar o pescoço,
o tórax, até lá na frente ficar em pé. Esse percurso tem a ver com a formação
dos circuitos neurológicos, que é induzida pela mielina, uma substância branca
e gordurosa que aos poucos recobre as células nervosas. Sua função é agilizar o
tráfego de impulsos nervosos entre as células para ativar as sinapses, as
conexões que permitem a comunicação entre os neurônios. "Quando isso
acontece, os estímulos fazem diferença. Um neurônio pode fazer sinapses com outros
dois se a criança não for estimulada. Se for, é capaz de se conectar com outros
dez", diz o neurologista Luiz Celso Vilanova. Não é preciso fazer
malabarismos. O interesse, o afeto, os cuidados com o bebê são estímulos
naturais sempre renovados pelos avanços da criança, que provocam novas
respostas nos adultos. Acompanhe a seguir como tudo isso acontece.
Primeiro mês de vida
Nesse início de vida, o bebê não controla nem a musculatura dos olhos. De todos os seus sentidos, a visão é a menos desenvolvida, por não ter sido exigida durante a gestação. No recém-nascido, seu alcance é de 20 a 30 centímetros, mais ou menos a distância entre o rosto do bebê e o da mãe na hora da amamentação. A criança não consegue focalizar objetos além dessa medida. As imagens são embaçadas e duplas porque as duas retinas ainda não estão unidas. O bebê é míope. Para ajudar nesse avanço, coloque móbiles coloridos sobre o berço. O olhar do bebê é atraído por objetos em movimento e de cores contrastantes, como preto e branco. Aos 6 meses, a visão estará quase igual à de um adulto. A audição do recém-nascido, ao contrário, é tão boa quanto a dos pais, porque começa a se desenvolver a partir do quinto mês de gestação. O feto escuta os movimentos dos órgãos maternos. A batida do coração da mãe gera ruídos que podem alcançar 95 decibéis. Tanto barulho quanto o de um helicóptero em pleno voo. Por isso, com apenas 3 dias, o bebê reconhece a voz da mãe e, em 20, emite sons em resposta ou vira a cabeça em direção ao barulho. Com 1 mês, ele registra a sequencia de palavras e, com 8 semanas, será capaz de demonstrar preferência pelo idioma materno. O paladar do recém-nascido também é aguçado. "Ele tem capacidade de distinguir o salgado, azedo, amargo e doce. Gosta mais do último", diz a pediatra Rosa Resegue. Segundo ela, logo nos primeiros dias o bebê reconhece o leite materno entre o de outros seios. Nesse início, pode mamar cerca de dez vezes ao dia e dormir de 20 a 22 horas. A alimentação e o sono entram aos poucos na rotina. Acordado, o bebê parece estabanado e assustado em seus movimentos. Ele não os controla, são reflexos involuntários.
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